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A Ansiedade de Separação e os Problemas de Sono das Crianças

29 de junho de 2017 por no assunto Comportamento do Bebê with 0 and 0

De repente você não pode sair de perto do seu filho e ele começa a chorar, desesperadamente, demonstrando um sofrimento, ansiedade imensa? Esse comportamento é típico de crianças que estão passando pela fase da angústia ou ansiedade de separação. Cada vez que a mãe sai de perto, a criança tem a impressão de que ela nunca mais vai voltar.

Muitas vezes o sono é afetado porque quando a criança não liga os ciclos de sono com facilidade, ela acorda e percebe que a mãe não está no quarto. E o choro começa, e o processo de acalmar a criança para voltar a dormir se torna muito mais difícil nesta fase do que em outros momentos. Apesar de muito difícil, a ansiedade de separação é uma fase importante no desenvolvimento do bebê.

Como reconhecer a ansiedade de separação?

– Se antes seu filho aparentemente não ligava quando você saia de perto e agora e escândalo começa, mesmo que seja por poucos segundos;

– Se seu filho está no colo de alguém, você aparece e imediatamente ele começa a gritar e esticar os braços para ir para o seu colo;

– Os despertares noturnos se tornam muito mais frequentes e mais difíceis de serem solucionados. A criança não volta a dormir no berço, ou seja, precisa de muito colo. Também precisa que o sono seja induzido e ser colocada completamente adormecida no berço;

Quando ela acontece?

O recém-nascido não percebe que ele e a mãe são coisas diferentes. Com o passar dos meses, geralmente a partir dos 4, o bebê percebe o mundo ao seu redor e pode ficar ansioso pelo retorno da mãe quando ela sai do seu campo de visão. Esta percepção se torna mais evidente aos 7 ou 8 meses, quando a reação dos bebês é bem mais intensa no afastamento da mãe. A ansiedade de separação pode acontecer até os 2 anos, sendo mais comum dos 7 aos 12 meses.

Como passar por ela?

Existem algumas coisas que a mãe pode fazer para passar por esta fase de uma forma melhor. Tudo voltado ao aumento da confiança da criança em ficar longe da mãe, ou seja, mostrando que sempre a mãe estará de volta em algum momento.

– Faça a brincadeira do “achou”! Desapareça e apareça, sorrindo, mostrando para o seu bebê que é divertido também quando você está escondida;

– Fale com seu bebê quando você não estiver na frente dele. Assim a confiança de que você existe, mesmo não estando ao alcance da visão dele, vai aumentar;

– Sempre que precisar se ausentar, fale tchau para seu bebê e diga que vai voltar em “x” minutos. Assim que chegar, sempre diga olá e chegue sorrindo;

– Gradativamente, saia de perto do seu filho de vez em quando, deixando com alguém conhecido por ele algumas vezes por dia. Ou seja, vá ao banheiro sozinha, tome um banho, vá buscar a correspondência, sempre sinalizando que você já volta. Se ele chorar, espere uns instantes e não dramatize a situação;

– Se possível, alterne com o pai, avó ou cuidador, quem irá colocar o bebê para dormir. Esta atitude pode melhorar muito o sono da criança, inclusive neste período de ansiedade de separação;

– Evite a superproteção para que o sentimento de segurança do seu filho aumente a cada dia;

Se seu filho é maior, perto dos 2 anos e já entende alguns combinados:

– Ao colocá-lo na cama, avise que você voltará em alguns minutos e mantenha sua promessa. Fique um pouco e saia de novo. Seu filho vai ter a certeza de que, se ele precisar de você, sua chegada será rápida.

Nem sempre passar por esta fase é fácil, as crianças ficam mais choronas e certamente as mães ficam mais nervosas. O nível de ansiedade da criança geralmente está intimamente ligada com sua personalidade. Mas também com o ambiente, experiências e a resposta que os pais dão para este comportamento dos filhos. Certamente o melhor é manter a calma e entender que esse é um processo de individualização da criança. Certamente é importante para o desenvolvimento dele passar por isso.


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